O estudo dos verbos pode parecer complexo, principalmente quando começamos a entender como funcionam suas diferentes formas e conjugações. Muitas vezes ouvimos que a língua portuguesa é difícil justamente por causa dessas particularidades. Para mim, porém, é aí que está parte de sua beleza: nas regras, nas exceções e nas diferentes possibilidades que a língua oferece. Neste artigo, vou procurar explicar este tema da maneira mais simples e objetiva possível, para que você consiga compreender a regra e aplicá-la com mais segurança.
“Havia muitas pessoas na fila”. Nesse caso, o verbo haver apresenta o sentido de existir e funciona de maneira impessoal, razão pela qual permanece na terceira pessoa do singular. A presença de muitas pessoas depois do verbo costuma provocar uma falsa impressão de concordância e levar à forma haviam. A questão, porém, permite estudar algo ainda mais interessante: além da concordância verbal, aparecem problemas de concordância nominal, diferenças entre haver e existir e situações em que a forma haviam é perfeitamente correta. Leia maisTag: Gramática
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Beneficente ou Beneficiente? Qual é a Forma Correta?
Esta dúvida é muito comum, principalmente porque a palavra se parece com outras do mesmo radical. Mas não se preocupe: neste artigo, vamos mostrar qual é a forma correta e como não se confundir mais.
A forma correta é beneficente. A palavra é escrita sem um segundo i depois da letra c e pode ser usada para caracterizar pessoas, instituições, ações ou eventos relacionados à prática da beneficência. A dúvida é compreensível porque palavras próximas, como benefício, beneficiar, beneficiado e beneficiário, apresentam a sequência benefici-. Entretanto, a ortografia de uma palavra não pode ser determinada apenas pela semelhança com outras. Neste artigo, entenderemos por que beneficente é a grafia consagrada, como diferenciá-la de formas parecidas e quais estratégias podem ajudar a resolver questões de ortografia em provas e vestibulares. Leia mais -

Que Eu Esteja ou Que Eu Estivesse? Entenda a Diferença
Esta é uma questão bastante comum em vestibulares. Inclusive, quando se trata de verbos, nem sempre temos certeza de que estamos corretos. Eu parto sempre do princípio de que posso estar errado, mas hoje vamos entender melhor como não errar e, pelo menos, ter menos dúvidas durante as provas.
No trecho “pena eu estar só de passagem”, o verbo estar aparece no infinitivo e integra uma construção reduzida. Ao desenvolver essa estrutura com a conjunção que, obtemos “é pena que eu esteja só de passagem”. A questão permite estudar, ao mesmo tempo, formas nominais do verbo, infinitivo pessoal, orações reduzidas e desenvolvidas, modo subjuntivo, correlação temporal e os efeitos expressivos que a sintaxe pode produzir em um texto poético. Leia mais -

Aumentativo de Casa: Qual é o Correto? Entenda Casarão, Casão e Casona
A língua portuguesa é maravilhosa. Conseguimos criar palavras novas, transformar verbo em substantivo e substantivo em verbo etc. São coisas que me fazem amar a linguagem.
A forma tradicionalmente ensinada como aumentativo de “casa” é “casarão”. Entretanto, a língua portuguesa é mais rica do que uma única resposta escolar pode sugerir: dicionários também registram casão com o sentido de casa grande e casona como uma forma aumentativa feminina. O fenômeno faz parte da chamada morfologia avaliativa, na qual sufixos podem indicar tamanho, intensidade e até atitudes do falante, como admiração, ironia ou desprezo. Por isso, compreender o aumentativo exige observar não apenas a forma da palavra, mas também seu significado, contexto e grau de lexicalização. -

Há Dez Anos ou Há Dez Anos Atrás? Veja Qual é o Correto
Na norma-padrão, recomenda-se escrever “há dez anos” ou “dez anos atrás”. A construção “há dez anos atrás” reúne duas expressões que já localizam um acontecimento no passado e, por isso, é geralmente classificada como redundante. Para compreender essa regra, é necessário reconhecer o verbo impessoal haver, distinguir há da preposição a e observar como o assunto pode aparecer em vestibulares, concursos e provas de redação.
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Entre Eu e Você ou Entre Mim e Você: Como Usar?
Na norma-padrão, a construção recomendada é “entre mim e você”, e não “entre eu e você”. Isso ocorre porque a preposição entre introduz um complemento e, nesse contexto, empregam-se as formas oblíquas tônicas dos pronomes pessoais: mim, correspondente a eu, e ti, correspondente a tu. Assim, também se diz entre mim e ti, mas não entre tu e mim.
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Para Mim Fazer ou Para Eu Fazer? Entenda o Uso Correto
Na norma-padrão, o correto é “isso é para eu fazer”, porque o pronome eu funciona como sujeito do verbo fazer. A forma mim deve ser empregada quando o pronome exerce função de complemento, como em “isso é para mim”. Para resolver essa dúvida, não basta observar se existe uma preposição antes do pronome: é necessário descobrir quem pratica a ação indicada pelo verbo no infinitivo.
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Existe muitas esperanças ou Existem muitas esperanças?
O verbo existir deve concordar normalmente com o sujeito da oração. Por isso, o correto é “existem muitas esperanças”, pois o sujeito muitas esperanças está no plural. A forma “existe muitas esperanças” não segue a concordância prevista pela norma-padrão. A dúvida costuma surgir porque o sujeito aparece depois do verbo e porque existir é confundido com o verbo haver, que permanece no singular quando indica existência.
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Houve ou Houveram? Entenda a Regra do Verbo Haver
Quando o verbo haver é empregado com o sentido de existir, acontecer ou ocorrer, ele é impessoal e deve permanecer na terceira pessoa do singular. Por isso, o correto é “houve muitos acidentes”, e não “houveram muitos acidentes”. A regra também aparece em construções como havia muitas pessoas, deve haver outros casos e tem havido diversas reclamações.
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Faz ou Fazem Cinco Anos? Entenda a Regra do Verbo Fazer
Quando o verbo fazer indica tempo decorrido, ele é impessoal e deve permanecer na terceira pessoa do singular. Por isso, o correto é “faz cinco anos”, e não “fazem cinco anos”. A quantidade de dias, meses, anos ou séculos não determina a concordância, pois essa expressão temporal não funciona como sujeito do verbo. A mesma regra aparece em construções como faz duas semanas, fazia muitos meses e vai fazer dez anos.
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