Algumas dúvidas de ortografia são especialmente curiosas porque a forma que hoje consideramos inadequada já foi oficialmente correta. É exatamente o que acontece com cor e côr. Ao abrir um livro, jornal ou documento mais antigo, você pode encontrar frases como “a côr dos olhos” ou “uma côr escura”. Isso não significa necessariamente que o autor tenha cometido um erro. Durante parte do século XX, a ortografia brasileira realmente utilizou o circunflexo nessa palavra.
Na ortografia atual, o substantivo feminino que designa tonalidade ou coloração é escrito cor, sem acento circunflexo. Portanto, usamos cor azul, cor dos olhos, minha cor preferida e cores claras. A antiga grafia côr fazia parte do sistema de acentos diferenciais utilizado no Brasil, mas deixou de ser empregada oficialmente após uma reforma ortográfica de 1971. Esse caso permite estudar acento gráfico, tonicidade, vogais abertas e fechadas, homografia e a própria história da ortografia da língua portuguesa.
Qual frase está escrita corretamente?
Na questão apresentada na imagem, temos:
- A) Minha côr preferida é azul.
- B) A cor dos seus olhos é bonita.
- C) Escolhi uma côr clara para a sala.
- D) A parede ganhou uma nova côr.
A resposta correta é B) A cor dos seus olhos é bonita.
Nas alternativas A, C e D, o problema está no emprego do acento circunflexo.
Segundo a ortografia atualmente utilizada no Brasil:
cor ✓
côr ✗
Assim, escrevemos:
- Minha cor preferida é azul.
- A cor dos seus olhos é bonita.
- Escolhi uma cor clara para a sala.
- A parede ganhou uma nova cor.
O que significa “cor”?
Cor é um substantivo feminino utilizado, em um de seus sentidos mais conhecidos, para designar a impressão visual relacionada à maneira como a luz é refletida, emitida ou percebida a partir dos objetos.
No cotidiano, encontramos construções como:
- a cor da parede;
- a cor dos olhos;
- a cor do carro;
- uma cor escura;
- cores claras;
- minha cor preferida.
A palavra também possui empregos figurados.
Podemos dizer:
“O relato ganhou novas cores.”
Nesse contexto, cores pode sugerir novos aspectos, expressividade ou características, sem necessariamente se referir a tonalidades visuais.
“Côr” já foi uma grafia correta?
Sim.
Esse é o aspecto histórico mais importante da questão.
O Formulário Ortográfico de 1943, publicado pela Academia Brasileira de Letras, estabelecia o emprego de determinados acentos diferenciais.
Entre os exemplos previstos estava:
côr
com circunflexo.
A regra utilizava o acento para distinguir palavras escritas de maneira semelhante que apresentavam diferenças de pronúncia e significado.
Por isso, em textos brasileiros daquele período, podemos encontrar normalmente:
- a côr azul;
- a côr da pele;
- as côres da bandeira;
- uma côr escura.
Essas grafias precisam ser interpretadas de acordo com a norma ortográfica vigente quando o texto foi produzido.
Quando o Brasil deixou de escrever “côr”?
A mudança ocorreu em 1971.
A Lei nº 5.765, de 18 de dezembro de 1971, aprovou alterações na ortografia utilizada no Brasil.
Uma das mudanças foi a eliminação do acento circunflexo diferencial sobre as letras e e o em determinadas palavras homógrafas.
Assim:
| Grafia anterior | Grafia posterior à reforma |
|---|---|
| côr | cor |
| êle | ele |
| êste | este |
| aquêle | aquele |
A partir dessa simplificação, o circunflexo deixou de ser necessário em cor.
Uma curiosidade: “cor” perdeu o acento antes de “vêem”
Esse ponto é muito importante para quem estuda as reformas ortográficas.
Nem todas as palavras que perderam acentos foram modificadas na mesma época.
No caso de:
côr → cor
a mudança brasileira ocorreu com a reforma de 1971.
Já formas como:
vêem → veem
lêem → leem
crêem → creem
prevêem → preveem
estão relacionadas às regras posteriormente estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, promulgado no Brasil pelo Decreto nº 6.583/2008.
Esse segundo conjunto já foi estudado aqui no Da Aula no artigo:
Preveem ou Prevêem: qual é a forma correta?
Nesse conteúdo, mostramos inclusive que outras palavras perderam o circunflexo:
vôo → voo
enjôo → enjoo
Portanto, existe uma lição histórica importante:
palavras diferentes podem ter perdido seus acentos em reformas ortográficas diferentes.
Por que existia o circunflexo em “côr”?
O circunflexo não era empregado porque a palavra precisasse dele segundo uma regra geral dos monossílabos.
Sua função era:
diferencial.
O antigo sistema procurava distinguir graficamente:
côr — substantivo feminino relacionado a tonalidade;
de:
cor — substantivo masculino antigo relacionado a “coração”.
Além do significado, existia uma diferença tradicional de pronúncia.
O primeiro apresentava O fechado.
O segundo apresentava O aberto.
A ortografia antiga utilizava o circunflexo para tornar essa diferença visível.
Existe mesmo outro “cor” relacionado a coração?
Sim.
Embora praticamente não apareça como palavra independente na linguagem cotidiana, os dicionários ainda registram um antigo substantivo masculino:
cor
com o sentido de:
coração.
Ele sobrevive especialmente em uma expressão conhecida:
de cor.
Quando alguém afirma:
“Sei o poema de cor.”
quer dizer:
“Sei o poema de memória.”
O que “de cor” tem a ver com coração?
O antigo cor está relacionado historicamente ao latim:
cor, cordis
que significa:
coração.
A associação entre coração e memória aparece também em outras línguas.
Em inglês, existe a expressão:
by heart.
Em francês:
par cœur.
Nos três casos, encontramos historicamente uma aproximação entre coração e memória.
Assim, uma expressão extremamente comum do português atual preserva uma palavra que praticamente desapareceu do uso independente.
“Cor” pode ter duas pronúncias?
Historicamente e lexicalmente, sim.
Quando falamos da tonalidade:
cor
o o apresenta pronúncia fechada na referência tradicional.
Já o antigo substantivo associado a coração, preservado em de cor, apresenta o aberto.
| Uso | Pronúncia da vogal | Significado |
|---|---|---|
| cor | O fechado | tonalidade, coloração |
| de cor | O aberto | de memória |
Esse contraste é um excelente exemplo de que a escrita não registra obrigatoriamente todas as diferenças existentes na pronúncia.
O aberto e O fechado: qual é a diferença?
As vogais e e o do português podem apresentar diferentes graus de abertura.
Compare:
avó
e:
avô.
Em avó, temos um O aberto.
Em avô, temos um O fechado.
Nesse par, a ortografia utiliza os sinais gráficos para ajudar a indicar a diferença.
Porém, nem toda vogal aberta ou fechada recebe obrigatoriamente um acento gráfico.
Essa relação entre letras e sons é explicada com mais profundidade no artigo:
Vogais da língua portuguesa: sons, encontros vocálicos e divisão silábica.
O princípio fundamental é:
pronúncia e ortografia se relacionam, mas não são sistemas idênticos.
Se o O de “cor” é fechado, por que não usamos “ô”?
Porque o circunflexo não é utilizado sempre que pronunciamos uma vogal fechada.
O acento gráfico aparece apenas quando uma determinada regra ortográfica exige sua presença.
Veja algumas palavras sem circunflexo:
- cor;
- flor;
- amor;
- professor;
- valor.
Todas possuem tonicidade perfeitamente identificável sem que seja necessário inserir um sinal gráfico sobre a vogal.
“Cor” é uma palavra tônica mesmo sem acento?
Sim.
Esse é outro ponto fundamental.
Cor é um monossílabo tônico.
Isso significa que possui uma única sílaba pronunciada com autonomia e intensidade.
Mas:
acento tônico não é a mesma coisa que acento gráfico.
O acento tônico pertence à pronúncia.
O acento gráfico é um sinal escrito.
Por isso, uma palavra pode ser tônica sem possuir:
´ ou ^
sobre nenhuma de suas letras.
Esse mesmo princípio aparece em “rubrica”
A diferença entre tonicidade e acentuação já apareceu em outro conteúdo do Da Aula:
Rubrica ou Rúbrica: qual é a forma correta?
Em:
ru-BRI-ca
a sílaba bri é tônica.
Mesmo assim, a palavra é escrita:
rubrica
sem acento.
Em cor, temos o mesmo princípio geral:
a presença de tonicidade não significa que seja necessário acrescentar um acento gráfico.
Por que “cor” não recebe acento pelas regras atuais?
Podemos observar a palavra de maneira estrutural.
Cor é:
- uma palavra de uma sílaba;
- um monossílabo tônico;
- terminada em R.
Pelas regras gerais de acentuação, recebem acento os monossílabos tônicos terminados em:
A, E e O
seguidos ou não de S.
Por exemplo:
- pá;
- más;
- pé;
- mês;
- pó;
- nós.
A palavra cor termina em R.
Por isso, essa regra não determina qualquer acento.
Então “côr” não foi retirada pelo Acordo Ortográfico de 1990?
No Brasil, não.
Essa distinção histórica evita uma confusão bastante comum.
A palavra já era escrita:
cor
no Brasil havia décadas quando as regras do Acordo Ortográfico de 1990 começaram a ser aplicadas.
A retirada do circunflexo brasileiro de côr pertence à reforma de:
1971.
Já mudanças como:
- vêem → veem;
- lêem → leem;
- prevêem → preveem;
- vôo → voo;
- enjôo → enjoo;
estão relacionadas ao acordo posterior.
Por isso, falar genericamente que uma palavra “perdeu o acento com o novo acordo” pode ser historicamente impreciso. É importante identificar qual reforma ortográfica modificou aquela grafia.
Os acentos diferenciais desapareceram completamente?
Não.
A ortografia atual ainda conserva algumas distinções importantes.
O exemplo mais conhecido é:
pode × pôde.
Compare:
Ele pode sair agora.
Aqui temos o presente.
Mas:
Ele não pôde sair ontem.
Aqui temos o pretérito perfeito.
Também temos:
por × pôr.
Em:
Vou pôr o livro na mesa.
o circunflexo distingue o verbo pôr da preposição por.
Por que alguns acentos foram mantidos e outros eliminados?
As reformas ortográficas procuram estabelecer convenções comuns para a escrita e, em determinados momentos históricos, também podem simplificar distinções consideradas dispensáveis.
No caso de côr, a diferença gráfica deixou de ser considerada necessária.
O contexto normalmente resolve qualquer possibilidade de ambiguidade.
Observe:
A cor da parede mudou.
Não existe dificuldade real para interpretar cor como tonalidade.
Agora:
Ele sabe a música de cor.
A expressão fixa deixa evidente o sentido de “memória”.
O sistema ortográfico pode, portanto, permitir duas formas graficamente idênticas quando o contexto é suficiente para distingui-las.
O que é homografia?
Chamamos de homógrafas palavras que apresentam a mesma grafia.
Elas podem possuir significados diferentes e, em alguns casos, até pronúncias diferentes.
A atual palavra cor permite observar justamente esse fenômeno.
A mesma sequência:
C + O + R
pode aparecer associada historicamente a vocábulos diferentes.
| Expressão | Sentido |
|---|---|
| A cor do vestido | tonalidade |
| Aprender de cor | aprender de memória |
É o contexto que permite ao leitor interpretar corretamente cada ocorrência.
O plural também não recebe acento
O plural de cor é:
cores.
Assim:
cor → cores.
Não escrevemos:
côres.
Essa grafia pode ser encontrada em textos brasileiros mais antigos justamente porque fazia parte da norma ortográfica anterior.
Atualmente:
- A cor é bonita.
- As cores são bonitas.
- Escolhi duas cores diferentes.
- Essas cores combinam entre si.
Encontrar “côr” em um livro antigo significa que há um erro?
Não necessariamente.
Esse é um princípio importante para qualquer pessoa que trabalhe com textos históricos.
A ortografia de um documento deve ser analisada considerando:
- a data em que foi escrito;
- o país em que foi publicado;
- a norma ortográfica vigente naquele momento;
- eventuais opções editoriais da publicação.
Uma edição brasileira de meados do século XX pode utilizar:
côr, êle, aquêle, êste
sem que isso represente necessariamente desconhecimento da norma.
O erro seria transportar automaticamente a ortografia contemporânea para um texto produzido sob outra convenção.
Ortografia muda, mas a língua não muda de uma vez
Quando uma reforma ortográfica ocorre, a mudança normativa pode ser estabelecida por uma lei ou acordo em determinada data.
O comportamento dos falantes, entretanto, não se transforma instantaneamente.
Grafias antigas podem permanecer durante anos na memória das pessoas.
Isso ajuda a explicar por que ainda encontramos dúvidas como:
- cor ou côr;
- veem ou vêem;
- preveem ou prevêem;
- voo ou vôo.
Para alguém alfabetizado sob uma norma anterior, a forma antiga pode continuar parecendo visualmente mais natural.
Esse fenômeno não é uma incapacidade linguística: é uma consequência previsível da convivência entre diferentes gerações de uma norma escrita.
Como esse assunto pode aparecer em vestibulares e provas?
Exemplo 1 — grafia atual
Assinale a alternativa escrita de acordo com a ortografia atual:
- A) Minha côr preferida é verde.
- B) A cor da camisa é azul.
- C) As côres da bandeira são conhecidas.
- D) Escolhi uma côr clara.
Resposta: B.
Exemplo 2 — história da ortografia
Ao encontrar a palavra côr em um texto brasileiro publicado em 1950, um estudante deve concluir que:
- A) houve necessariamente um erro do autor;
- B) a palavra nunca foi escrita dessa maneira;
- C) a grafia pode corresponder à norma ortográfica utilizada naquele período;
- D) o circunflexo foi criado pelo Acordo Ortográfico de 1990.
Resposta: C.
Exemplo 3 — reforma de 1971
No português brasileiro, a passagem de côr para cor está diretamente relacionada:
- A) à reforma ortográfica brasileira de 1971;
- B) à criação da língua portuguesa;
- C) exclusivamente ao Acordo Ortográfico de 1990;
- D) à mudança da pronúncia da palavra.
Resposta: A.
Exemplo 4 — acento tônico e gráfico
A palavra cor demonstra que:
- A) toda palavra tônica recebe obrigatoriamente acento gráfico;
- B) uma palavra pode ser tônica sem apresentar acento gráfico;
- C) monossílabos nunca recebem acento;
- D) toda vogal fechada deve receber circunflexo.
Resposta: B.
Exemplo 5 — diferentes reformas
Qual associação está correta?
- A) côr → cor: mudança brasileira de 1971;
- B) vêem → veem: mudança brasileira de 1971;
- C) côr → cor: mudança criada exclusivamente em 2009;
- D) cor → côr: forma introduzida pelo Acordo Ortográfico atual.
Resposta: A.
Exemplo 6 — expressão “de cor”
Na frase “Ela sabe o poema de cor”, a expressão destacada significa:
- A) usando determinada tonalidade;
- B) de memória;
- C) parcialmente;
- D) de maneira colorida.
Resposta: B.
Como achar padrões e não se confundir mais?
O primeiro passo é separar três perguntas diferentes:
1. Como a palavra é pronunciada?
2. A palavra é tônica?
3. Existe uma regra que exige acento gráfico?
Essas perguntas não possuem necessariamente a mesma resposta.
Padrão 1 — palavra tônica não significa palavra acentuada
Compare:
| Palavra | É tônica? | Possui acento gráfico? |
|---|---|---|
| cor | sim | não |
| flor | sim | não |
| pó | sim | sim |
| pé | sim | sim |
Portanto:
TONICIDADE ≠ ACENTO GRÁFICO.
Esse mesmo raciocínio aparece em rubrica, cuja sílaba tônica também não precisa receber um sinal escrito.
Padrão 2 — não coloque circunflexo apenas porque a vogal é fechada
O circunflexo pode indicar uma vogal fechada em determinadas palavras:
avô.
Mas isso não significa que toda vogal fechada precise de circunflexo.
Compare:
avô → com circunflexo
cor → sem circunflexo
flor → sem circunflexo
A regra ortográfica, e não apenas a qualidade da vogal, determina a presença do sinal.
Padrão 3 — aprenda qual reforma alterou cada palavra
Não coloque todas as mudanças ortográficas dentro de um único grupo.
Uma associação muito útil é:
1971 → CÔR → COR
Enquanto:
ACORDO DE 1990 → VÊEM → VEEM
ACORDO DE 1990 → PREVÊEM → PREVEEM
ACORDO DE 1990 → VÔO → VOO
Para revisar esse segundo grupo, consulte:
Preveem ou Prevêem: qual é a forma correta?
Padrão 4 — textos antigos precisam ser datados
Se encontrar uma grafia diferente em um livro antigo, antes de classificá-la como erro, pergunte:
“Quando este texto foi publicado?”
Se ele for brasileiro e anterior à reforma de 1971, formas como:
côr, côres, êle, êste
podem refletir a norma ortográfica daquela época.
Padrão 5 — memorize “cor” junto com “cores”
Uma associação visual simples ajuda:
COR
CORES
Nenhuma das duas formas recebe circunflexo.
Assim:
uma cor → duas cores
cor azul → cores azuis
Padrão 6 — compare “cor” com “de cor”
Esse contraste ajuda a fixar simultaneamente ortografia, significado e história:
A COR DA CAMISA → tonalidade
SEI DE COR → de memória
A escrita é a mesma atualmente.
É o contexto que permite recuperar o significado.
Um esquema rápido para memorizar
Guarde esta sequência:
ANTES → CÔR
1971 → REFORMA ORTOGRÁFICA BRASILEIRA
HOJE → COR
Depois lembre:
COR É TÔNICA
COR TEM O FECHADO
MAS COR NÃO RECEBE ACENTO GRÁFICO
E, para não misturar reformas:
CÔR → COR = 1971
VÊEM → VEEM = ACORDO ORTOGRÁFICO POSTERIOR
PREVÊEM → PREVEEM = ACORDO ORTOGRÁFICO POSTERIOR
O objetivo não é decorar uma lista de palavras antigas. O padrão mais útil é compreender que a ortografia possui história: uma grafia pode ter sido normativa em determinado período e deixar de sê-lo depois de uma reforma.
Referências
- ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Formulário Ortográfico de 1943. Documento histórico que estabelece regras da ortografia brasileira anterior à reforma de 1971. Entre os casos de acento circunflexo diferencial, registra explicitamente côr. Disponível em: Academia Brasileira de Letras — Formulário Ortográfico .
- BRASIL. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 5.765, de 18 de dezembro de 1971. Aprova alterações na ortografia da língua portuguesa no Brasil e determina, entre outras mudanças, a abolição do circunflexo diferencial sobre E e O em determinadas palavras homógrafas, mantendo a exceção de pôde. Disponível em: Planalto — Lei nº 5.765/1971 .
- BRASIL. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. Promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 no Brasil. O documento permite distinguir as mudanças posteriores, como vêem → veem e prevêem → preveem, da retirada anterior do circunflexo de côr. Disponível em: Planalto — Decreto nº 6.583/2008 .
- DA AULA. Preveem ou Prevêem: Qual é a Forma Correta? Conteúdo complementar sobre a retirada do circunflexo de formas como vêem, lêem, crêem e prevêem, além de comparações com voo e enjoo. Disponível em: Da Aula — Preveem ou Prevêem .
- DA AULA. Rubrica ou Rúbrica: Qual é a Forma Correta? Conteúdo complementar para compreender a diferença entre acento tônico e acento gráfico e reconhecer por que uma sílaba ou palavra pode ser tônica sem receber um sinal escrito. Disponível em: Da Aula — Rubrica ou Rúbrica .
- DA AULA. Vogais da língua portuguesa: sons, encontros vocálicos e divisão silábica. Material sobre vogais abertas e fechadas, vogais tônicas e átonas e a diferença entre representação gráfica e realização sonora. Disponível em: Da Aula — Vogais da Língua Portuguesa .
- DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA. Cor. Registra o substantivo feminino relacionado à impressão visual, tonalidade e coloração, além do antigo substantivo masculino relacionado a coração e da expressão de cor. Disponível em: Dicionário Priberam — Cor .
- MICHAELIS — DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Cor. Registra o antigo substantivo relacionado a coração e a expressão de cor, com o sentido de “de memória”. Disponível em: Michaelis — Cor .
- INFOPÉDIA — PORTO EDITORA. Cor. Verbete lexicográfico com os principais significados do substantivo, informações gramaticais, pronúncia e etimologia. Disponível em: Infopédia — Cor .
- CIBERDÚVIDAS DA LÍNGUA PORTUGUESA. A história de “cor” em “saber de cor”. Explica o antigo substantivo cor, relacionado a coração, e sua preservação na expressão de cor, com o sentido de “de memória”. Disponível em: Ciberdúvidas — Saber de cor .
- ESCREVER CERTO. Cor ou côr. Material utilizado como ponto de partida para a questão, registrando cor como a grafia contemporânea do substantivo relacionado à tonalidade. Disponível em: Escrever Certo — Cor ou côr .
- BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Obra de referência para ortografia, acentuação gráfica, fonética, fonologia e história da norma escrita.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. Obra de referência para o estudo da acentuação, tonicidade e estrutura gramatical do português.

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