Tag: Gramática

  • Dezessete ou Desessete: Qual é a Forma Correta?

    Dezessete ou Desessete: Qual é a Forma Correta?

    Na fala cotidiana, dezessete e uma forma hipotética como desessete podem parecer muito próximas, o que explica uma dúvida frequente na hora de escrever o número 17 por extenso. No português brasileiro, entretanto, a grafia estabelecida é dezessete, com Z depois de de e com SS no interior da palavra. A estrutura do numeral oferece pistas importantes para memorizar essa escrita: podemos relacioná-lo a dez + e + sete. Essa associação permite compreender tanto a presença do Z quanto o emprego de SS.

    A palavra dezessete é um numeral cardinal que representa a quantidade 17. Sua divisão silábica é de-zes-se-te, e a sílaba tônica é se, o que faz da palavra uma paroxítona. Além da grafia brasileira, existe uma particularidade importante no conjunto da língua portuguesa: em Portugal, encontra-se normalmente dezassete. Portanto, estudar essa palavra permite ir além da simples oposição entre certo e errado e compreender ortografia, formação dos numerais, diferenças entre variedades nacionais e relações entre palavras como dezesseis, dezessete, dezoito e dezenove.

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  • Dezoito, Dezóito ou Desoito: Qual é a Forma Correta?

    Dezoito, Dezóito ou Desoito: Qual é a Forma Correta?

    Quando pronunciamos o número 18, a escrita pode provocar duas dúvidas diferentes: devemos usar Z ou S? A palavra precisa de acento gráfico? É daí que surgem formas como desoito e dezóito. A grafia estabelecida pela norma-padrão, porém, é dezoito, com Z e sem acento. Essa dúvida permite compreender a formação histórica dos numerais, a diferença entre tonicidade e acentuação gráfica e as relações existentes entre formas como dezesseis, dezessete, dezoito e dezenove.

    A palavra dezoito é um numeral cardinal que representa a quantidade 18. Ela pode ser relacionada historicamente à combinação de dez e oito, o que também oferece uma pista para conservar o Z na escrita. Sua divisão silábica é de-zoi-to, com tonicidade na sílaba zoi. Apesar de ser uma palavra tônica, não recebe acento gráfico. Portanto, escrevemos dezoito alunos, dezoito anos, dezoito livros e o número dezoito.

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  • Palavras Proparoxítonas: O Que São e Como Identificar?

    Palavras Proparoxítonas: O Que São e Como Identificar?

    Por que lâmpada recebe acento e caderno não? A resposta depende principalmente da posição da sílaba tônica, isto é, da sílaba pronunciada com maior intensidade. Na língua portuguesa, as palavras podem ser classificadas como oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas de acordo com a posição dessa sílaba. As proparoxítonas formam um grupo particularmente fácil de reconhecer quando entendemos a lógica: a sílaba tônica é a antepenúltima e todas as palavras proparoxítonas recebem acento gráfico.

    Entre as alternativas café, lâmpada, papel e caderno, a única palavra proparoxítona é lâmpada. Sua divisão silábica é lâm-pa-da, e a sílaba pronunciada com maior intensidade é lâm, a terceira quando contamos de trás para a frente. Já café e papel são oxítonas, enquanto caderno é paroxítona. O melhor caminho para não confundir essas classificações é aprender a localizar a sílaba tônica e contar sua posição a partir do final da palavra.

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  • Cor ou Côr: Qual a Forma Correta?

    Cor ou Côr: Qual a Forma Correta?

    Algumas dúvidas de ortografia são especialmente curiosas porque a forma que hoje consideramos inadequada já foi oficialmente correta. É exatamente o que acontece com cor e côr. Ao abrir um livro, jornal ou documento mais antigo, você pode encontrar frases como “a côr dos olhos” ou “uma côr escura”. Isso não significa necessariamente que o autor tenha cometido um erro. Durante parte do século XX, a ortografia brasileira realmente utilizou o circunflexo nessa palavra.

    Na ortografia atual, o substantivo feminino que designa tonalidade ou coloração é escrito cor, sem acento circunflexo. Portanto, usamos cor azul, cor dos olhos, minha cor preferida e cores claras. A antiga grafia côr fazia parte do sistema de acentos diferenciais utilizado no Brasil, mas deixou de ser empregada oficialmente após uma reforma ortográfica de 1971. Esse caso permite estudar acento gráfico, tonicidade, vogais abertas e fechadas, homografia e a própria história da ortografia da língua portuguesa.

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  • Marquise ou Marquize: Qual é o Correto?

    Marquise ou Marquize: Qual é o Correto?

    Você está caminhando pela rua quando começa a chover e procura abrigo debaixo daquela cobertura que avança sobre a calçada. Na hora de escrever o nome dessa estrutura, surge uma dúvida bastante compreensível: se pronunciamos a parte final da palavra com um som parecido com o de z, deveríamos escrever marquize? A resposta revela uma característica importante da ortografia portuguesa: som e letra não mantêm sempre uma correspondência direta. Uma mesma unidade sonora pode ser representada por grafias diferentes, como percebemos em palavras como casa, mesa, aviso, despesa e marquise.

    A grafia correta é marquise, com s. A palavra é um substantivo feminino empregado, no português brasileiro, principalmente para designar uma cobertura que se projeta da fachada de uma construção e oferece proteção contra o sol ou a chuva. A dúvida entre marquise e marquize ocorre porque o s localizado entre vogais normalmente representa o som /z/. Assim, a pronúncia pode sugerir a letra z, embora a ortografia consagrada conserve o s. Entender essa diferença entre grafema e fonema é muito mais útil do que simplesmente decorar uma palavra isolada.

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  • Saíram ou Sairão: Qual é a Forma Correta?

    Saíram ou Sairão: Qual é a Forma Correta?

    Sabe aquela situação em que você escreve uma frase, olha para duas palavras e pensa: “As duas parecem certas… então onde está a pegadinha?” Pois é exatamente o que acontece com saíram e sairão. Aqui, a dúvida não se resolve escolhendo uma palavra e descartando a outra, porque as duas realmente pertencem à língua portuguesa. O segredo está em perceber quando a ação aconteceu. Uma pequena diferença na terminação — e também na pronúncia — é suficiente para transportar a frase do passado para o futuro.

    Saíram e sairão são formas corretas do verbo sair, ambas normalmente associadas à terceira pessoa do plural: eles, elas ou vocês. A diferença principal é temporal. Saíram é empregada, em seu uso mais comum, no pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação já realizada: eles saíram ontem. Sairão pertence ao futuro do presente do indicativo e aponta para uma ação posterior ao momento da fala: eles sairão amanhã. Além da flexão verbal, a oposição permite estudar tonicidade, hiato, acentuação gráfica e um padrão bastante produtivo entre terminações como -iram e -irão.

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  • Em seguida ou Enseguida: Qual é a Forma Correta?

    Em seguida ou Enseguida: Qual é a Forma Correta?

    Quem nunca ficou alguns segundos olhando para uma expressão e pensando: “Espera aí… isso é junto ou separado?” Algumas dúvidas de português aparecem justamente porque, na fala, certas palavras parecem formar uma coisa só. É o que acontece com “em seguida”: quando pronunciamos rapidamente, quase não percebemos o espaço entre as duas palavras, e daí surge a vontade de escrever “enseguida” ou até “emseguida”. Mas será que alguma dessas formas também está correta? Nesta aula, vamos entender não apenas qual é a grafia adequada, mas também por que escrevemos “em seguida” separadamente, o que essa expressão significa e como reconhecer casos parecidos sem precisar decorar cada palavra isoladamente.

    A forma correta na língua portuguesa é em seguida, escrita com duas palavras. A expressão é empregada quando queremos indicar que um acontecimento ocorre depois de outro, muitas vezes pouco tempo depois: terminamos o almoço e, em seguida, saímos. A grafia enseguida não corresponde à forma estabelecida pela norma-padrão do português. A dúvida é interessante porque permite estudar mais do que ortografia: locuções adverbiais, relações temporais, organização de sequências, pontuação e até diferenças entre português e espanhol. Compreender a estrutura da expressão é mais eficiente do que simplesmente decorar que existe um espaço entre em e seguida. Leia mais
  • “Menas pessoas” ou “Menos pessoas”: Qual é o Correto?

    “Menas pessoas” ou “Menos pessoas”: Qual é o Correto?

    A forma adequada à norma-padrão é menos pessoas. A palavra menos permanece invariável: dizemos menos alunos, menos alunas, menos dinheiro, menos água, menos problemas e menos oportunidades. A forma menas, embora possa ser encontrada na fala informal de alguns usuários da língua, não funciona na norma-padrão como feminino de menos. A dúvida é especialmente interessante porque outras palavras que indicam quantidade, como muito, pouco e tanto, podem variar em gênero e número. É justamente essa semelhança que ajuda a explicar por que alguém pode produzir intuitivamente menas pessoas. Compreender o fenômeno permite estudar não apenas uma regra isolada, mas também invariabilidade, concordância nominal, analogia linguística e variação entre diferentes usos da língua.

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  • Rubrica ou Rúbrica: Qual é a Forma Correta?

    Rubrica ou Rúbrica: Qual é a Forma Correta?

    A forma correta é rubrica, sem acento gráfico. A palavra é pronunciada ru-BRI-ca, com maior intensidade na penúltima sílaba, sendo classificada como paroxítona. As formas rúbrica e rubríca não correspondem à grafia estabelecida pela norma-padrão. Para entender por que isso acontece, não basta decorar a palavra: é possível recorrer à divisão silábica, à identificação da vogal tônica e às regras de acentuação. Além disso, rubrica possui diferentes significados e pode aparecer em contextos tão diversos quanto documentos, jornais, teatro, música, orçamento e educação.

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  • Vincendo ou Vencido: Qual é a Forma Correta?

    Vincendo ou Vencido: Qual é a Forma Correta?

    Vincendo e vencido são palavras corretas da língua portuguesa, mas devem ser empregadas em situações diferentes. Vincendo refere-se, principalmente, àquilo cujo prazo ainda chegará ao vencimento, como uma dívida ou parcela que deverá ser paga futuramente. Vencido, por sua vez, pode indicar aquilo cujo prazo já chegou ou foi ultrapassado e também corresponde ao particípio do verbo vencer. Assim, uma parcela pode estar vincenda hoje e tornar-se vencida depois da chegada de sua data de vencimento. A diferença parece pequena na escrita, mas estabelece uma oposição temporal bastante precisa.

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