A capital do Canadá é Ottawa, cidade localizada na província de Ontário, às margens do rio Ottawa. Embora Toronto, Vancouver e Montreal sejam cidades canadenses internacionalmente conhecidas, nenhuma delas exerce a função de capital nacional. Essa dúvida é interessante porque permite compreender uma distinção fundamental da Geografia política: a maior, mais populosa ou mais famosa cidade de um país não precisa ser sua capital. No Canadá, essa questão se torna ainda mais importante porque o país é uma federação formada por províncias e territórios, cada qual com sua própria capital, enquanto Ottawa exerce a função de capital do país como um todo.
Leia maisAutor: Alessandro Ferreira
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Rubrica ou Rúbrica: Qual é a Forma Correta?
A forma correta é rubrica, sem acento gráfico. A palavra é pronunciada ru-BRI-ca, com maior intensidade na penúltima sílaba, sendo classificada como paroxítona. As formas rúbrica e rubríca não correspondem à grafia estabelecida pela norma-padrão. Para entender por que isso acontece, não basta decorar a palavra: é possível recorrer à divisão silábica, à identificação da vogal tônica e às regras de acentuação. Além disso, rubrica possui diferentes significados e pode aparecer em contextos tão diversos quanto documentos, jornais, teatro, música, orçamento e educação.
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Vincendo ou Vencido: Qual é a Forma Correta?
Vincendo e vencido são palavras corretas da língua portuguesa, mas devem ser empregadas em situações diferentes. Vincendo refere-se, principalmente, àquilo cujo prazo ainda chegará ao vencimento, como uma dívida ou parcela que deverá ser paga futuramente. Vencido, por sua vez, pode indicar aquilo cujo prazo já chegou ou foi ultrapassado e também corresponde ao particípio do verbo vencer. Assim, uma parcela pode estar vincenda hoje e tornar-se vencida depois da chegada de sua data de vencimento. A diferença parece pequena na escrita, mas estabelece uma oposição temporal bastante precisa.
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Durmo ou Dormo: Qual é a Forma Correta?
A forma correta é durmo. Quando conjugamos o verbo dormir na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, dizemos eu durmo, e não eu dormo. A dúvida surge porque o infinitivo apresenta a vogal O — dormir — e várias outras formas do verbo também preservam essa vogal, como dormes, dorme, dormimos e dormem. Entretanto, a conjugação apresenta uma alternância entre O e U no radical: encontramos durmo, durma, durmamos e durmam.
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Ruim ou Ruin: Qual é a Forma Correta?
A forma correta é ruim, terminada em M. A palavra é normalmente empregada como adjetivo para caracterizar aquilo que apresenta qualidade insatisfatória, é desagradável, prejudicial, nocivo ou moralmente reprovável, dependendo do contexto. A forma ruin não corresponde à grafia desse adjetivo na língua portuguesa. Entretanto, a palavra oferece algumas particularidades interessantes: pronuncia-se normalmente em duas sílabas — ru-im —, a sílaba tônica é a última, o singular termina em M e o plural é ruins, com N. Compreender esses padrões é mais eficiente do que simplesmente decorar que “ruim é com M”.
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Preveem ou Prevêem: Qual é a Forma Correta?
A forma correta segundo a norma padrão é preveem, sem acento circunflexo. A palavra corresponde à terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo prever: eles preveem, elas preveem, vocês preveem. A dúvida é particularmente interessante porque a grafia prevêem foi utilizada antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. A reforma suprimiu o circunflexo em determinadas formas verbais terminadas em -eem, razão pela qual atualmente escrevemos preveem, veem, leem, creem e deem. Estudar esse caso permite compreender não apenas uma palavra isolada, mas também uma mudança importante nas regras de acentuação da língua portuguesa.
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Abrido ou Aberto: Qual é a Forma Correta?
A forma correta é aberto. Quando precisamos do particípio passado do verbo abrir, empregamos construções como o documento foi aberto, eu havia aberto a janela e eles têm aberto novas vagas. Apesar de abrido parecer uma formação possível por comparação com particípios regulares como partido e dividido, essa não é a forma empregada na norma-padrão da língua portuguesa. O caso é particularmente interessante porque permite compreender a diferença entre particípios regulares e irregulares e mostra por que nem sempre podemos formar uma palavra apenas aplicando mecanicamente uma terminação gramatical.
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Mexeram ou Mecheram: Qual é a Forma Correta?
A forma correta, quando estamos falando do verbo mexer, é mexeram, escrita com X. A palavra corresponde, em seu emprego mais comum, à terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo: eles mexeram, elas mexeram, vocês mexeram. Formas como mecheram, meicheram e meixeram não pertencem à conjugação do verbo mexer. A dúvida ocorre principalmente porque o X de mexer possui um som semelhante ao CH de palavras como chave e chuva. Esse mesmo fenômeno também explica dúvidas como lixa ou licha: em português, a relação entre letras e sons nem sempre permite descobrir a grafia apenas pela pronúncia.
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Requereu ou Requeriu: Qual é a Forma Correta?
A forma correta é requereu. A palavra corresponde ao verbo requerer conjugado na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: ele requereu, ela requereu, você requereu. A forma requeriu não pertence à conjugação padrão desse verbo nesse tempo. A dúvida é compreensível porque o português possui muitos verbos terminados em -ir cuja terceira pessoa do singular do pretérito perfeito termina em -iu, como partiu, decidiu e dividiu. Entretanto, requerer termina em -er e pertence à segunda conjugação. Entender sua estrutura verbal é mais eficiente do que simplesmente decorar a palavra.
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Veja o Mundo num Grão de Areia: O Significado da Frase de William Blake
“Veja o mundo num grão de areia” é uma adaptação em português de um dos versos mais conhecidos de William Blake. A passagem abre o poema Auguries of Innocence e apresenta uma ideia fundamental para compreender a visão poética do autor: aquilo que parece pequeno, cotidiano e limitado pode revelar uma realidade muito maior quando observado por uma imaginação capaz de ultrapassar as aparências. O grão de areia, a flor, a palma da mão e uma única hora tornam-se imagens por meio das quais Blake aproxima o particular e o universal, o finito e o infinito, o instante e a eternidade.
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