Tag: Verbo

  • Fresa ou Freza: Qual a Forma Correta?

    Fresa ou Freza: Qual a Forma Correta?

    Há palavras que parecem simples até o momento em que precisamos escrevê-las. Fresa é uma delas. Quando pronunciamos a palavra, ouvimos na última sílaba um som muito semelhante ao da letra Z, e é justamente aí que surge a hesitação: se ouvimos algo próximo de “freza”, por que encontramos fresa nos textos técnicos? Esse tipo de dúvida é especialmente interessante porque mostra que a ortografia portuguesa não funciona como uma transcrição automática da fala. O que ouvimos são sons; as letras utilizadas para representá-los obedecem a convenções históricas e ortográficas.

    A palavra fresa pertence principalmente ao vocabulário técnico da mecânica e da usinagem. É o nome dado a uma ferramenta rotativa de corte, normalmente equipada com diferentes gumes ou arestas cortantes, utilizada para retirar material de uma peça. Além de substantivo, fresa também pode aparecer como forma do verbo fresar. Sua grafia com S está relacionada tanto à história do vocábulo quanto a um padrão fonológico muito conhecido do português: o S simples entre vogais pode representar o fonema /z/.

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  • Durmo ou Dormo: Qual é a Forma Correta?

    Durmo ou Dormo: Qual é a Forma Correta?

    A forma correta é durmo. Quando conjugamos o verbo dormir na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, dizemos eu durmo, e não eu dormo. A dúvida surge porque o infinitivo apresenta a vogal O — dormir — e várias outras formas do verbo também preservam essa vogal, como dormes, dorme, dormimos e dormem. Entretanto, a conjugação apresenta uma alternância entre O e U no radical: encontramos durmo, durma, durmamos e durmam.

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  • Abrido ou Aberto: Qual é a Forma Correta?

    Abrido ou Aberto: Qual é a Forma Correta?

    A forma correta é aberto. Quando precisamos do particípio passado do verbo abrir, empregamos construções como o documento foi aberto, eu havia aberto a janela e eles têm aberto novas vagas. Apesar de abrido parecer uma formação possível por comparação com particípios regulares como partido e dividido, essa não é a forma empregada na norma-padrão da língua portuguesa. O caso é particularmente interessante porque permite compreender a diferença entre particípios regulares e irregulares e mostra por que nem sempre podemos formar uma palavra apenas aplicando mecanicamente uma terminação gramatical.

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