Nos primeiros dias de setembro de 2026, Moscou voltou ao centro das atenções internacionais. Em 4 de setembro, novas movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Rússia foram noticiadas em meio às tentativas de negociação relacionadas à guerra na Ucrânia. Para quem acompanha rapidamente as notícias, palavras como “Rússia”, “Moscou”, “Kremlin” e até referências à antiga União Soviética podem acabar se misturando como se designassem a mesma realidade política ao longo do tempo. Não designam. A Rússia atual não é a União Soviética, e a União Soviética não era o Império Russo governado por Nicolau II. Para compreender como uma monarquia comandada por um czar deu lugar a uma experiência revolucionária que mudaria profundamente o século XX, precisamos voltar a 1917, ano em que a Rússia viveu não uma, mas duas grandes revoluções.
Leia maisTag: Russia
-

Guerra Fria: O Conflito entre Estados Unidos e União Soviética Explicado
Na última semana de agosto de 2026, uma notícia chamou atenção justamente porque parecia saída de outro tempo: o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma rara visita a Moscou para conversar com representantes dos serviços de inteligência russos. A Associated Press destacou que os contatos ocorreram num momento em que as relações entre Estados Unidos e Rússia permanecem profundamente tensas. Quando acontecimentos assim aparecem no noticiário, expressões como “nova Guerra Fria” reaparecem com facilidade. A comparação pode ser útil, mas exige cuidado. A Guerra Fria foi um fenômeno histórico específico, estruturado sobretudo pela rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial. Houve espionagem, ameaças nucleares, propaganda, alianças militares, disputas tecnológicas e guerras em diferentes regiões do planeta — mas as duas superpotências evitaram uma guerra militar direta e prolongada entre seus próprios exércitos. É justamente essa combinação aparentemente contraditória que explica o nome pelo qual o período ficou conhecido.
Leia mais
