Na última semana de agosto de 2026, uma notícia chamou atenção justamente porque parecia saída de outro tempo: o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma rara visita a Moscou para conversar com representantes dos serviços de inteligência russos. A Associated Press destacou que os contatos ocorreram num momento em que as relações entre Estados Unidos e Rússia permanecem profundamente tensas. Quando acontecimentos assim aparecem no noticiário, expressões como “nova Guerra Fria” reaparecem com facilidade. A comparação pode ser útil, mas exige cuidado. A Guerra Fria foi um fenômeno histórico específico, estruturado sobretudo pela rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial. Houve espionagem, ameaças nucleares, propaganda, alianças militares, disputas tecnológicas e guerras em diferentes regiões do planeta — mas as duas superpotências evitaram uma guerra militar direta e prolongada entre seus próprios exércitos. É justamente essa combinação aparentemente contraditória que explica o nome pelo qual o período ficou conhecido.
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Fronteiras do Brasil: Quais Países Fazem Limite e Por que o Chile Não Faz?
Na última semana de agosto de 2026, a Polícia Rodoviária Federal reuniu em Santa Catarina participantes de 13 países para um curso internacional de segurança viária. Entre os assuntos discutidos estava o Corredor Rodoviário Bioceânico, projeto de integração que pretende aproximar o Brasil dos portos chilenos do Pacífico por uma rota terrestre que atravessa também Paraguai e Argentina. A notícia é uma ótima aula de Geografia por si só: dois países podem estar conectados por estradas, comércio e projetos internacionais sem compartilhar uma fronteira terrestre direta. É exatamente o que acontece entre Brasil e Chile.
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Menor País do Mundo: Por Que o Vaticano é Tão Pequeno?
Quando comparamos países pelo tamanho, parece suficiente abrir um mapa e verificar qual deles ocupa a menor mancha colorida. Em Geografia política, porém, a questão é um pouco mais interessante. Antes de ordenar territórios, precisamos saber o que está sendo chamado de país, qual critério de tamanho está sendo usado e se estamos falando de Estados soberanos, territórios dependentes, cidades, possessões ou unidades administrativas. Nesse cenário, o Estado da Cidade do Vaticano ocupa uma posição singular: possui apenas cerca de 0,44 km² — 44 hectares — e é reconhecido pelas próprias instituições vaticanas como o menor Estado independente do mundo em extensão territorial.
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Capital da Austrália: Por Que Canberra Foi Escolhida no Lugar de Sydney e Melbourne?
A organização política de um país nem sempre acompanha a lógica das cidades mais conhecidas. A Austrália é um exemplo especialmente interessante porque Sydney e Melbourne concentram enorme população, economia, turismo e projeção internacional, mas a sede política nacional foi instalada em uma cidade planejada especificamente para exercer essa função. A formação de Canberra revela como território, federalismo, rivalidade regional, planejamento urbano e simbolismo político podem se combinar na escolha de uma capital.
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Qual País Faz Parte da América do Sul? Veja a Resposta
É um país que eu ainda não conheço, mas sempre tive muita vontade de visitar. Dizem que é um lugar muito interessante, principalmente pelos passeios. Tenho muita vontade de conhecer o céu estrelado do deserto e, para quem gosta de neve, ainda há a possibilidade de esquiar na época certa do ano.
Na questão apresentada, portanto, a resposta correta é C) Chile. México, Panamá e Costa Rica pertencem a outras porções do continente americano. É útil aprender algumas referências espaciais: o Chile ocupa uma longa faixa no extremo oeste da América do Sul; Panamá funciona como ligação terrestre entre as porções norte e sul do continente; Costa Rica está na América Central; e o México encontra-se ao norte dessa região.
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Qual Tratado Dividiu Terras entre Portugal e Espanha?
Imagine duas grandes potências marítimas olhando para mapas ainda incompletos e tentando decidir até onde cada uma poderia avançar. Parece estranho pensar que um acordo assinado na Europa pudesse traçar uma linha imaginária sobre territórios que os próprios europeus mal conheciam, mas foi exatamente esse tipo de disputa que marcou o final do século XV. Portugal e Castela estavam ampliando suas navegações pelo Atlântico, novas rotas e terras entravam nos cálculos políticos das monarquias e surgiu uma pergunta difícil: quem poderia reivindicar o quê? É nesse contexto que aparece um dos tratados mais famosos da história — e um dos mais importantes para compreender a formação territorial da América portuguesa.
O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, estabeleceu uma linha de demarcação situada a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. De acordo com o tratado, as áreas situadas de um lado da linha ficariam na esfera de reivindicação portuguesa, enquanto as do outro lado seriam atribuídas à Coroa de Castela. A divisão teve consequências importantes para a expansão ultramarina ibérica e ajuda a compreender por que parte da América do Sul acabou inserida na colonização portuguesa. Entretanto, resumir o episódio dizendo simplesmente que “Portugal e Espanha dividiram o mundo” esconde questões políticas, geográficas e coloniais muito mais complexas — inclusive o fato de que os povos que já habitavam essas terras não participaram desse acordo.
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