Ditadura Militar no Brasil: O Que Aconteceu?

O golpe que derrubou o presidente João Goulart e deu início à ditadura no Brasil ocorreu em 1964. A movimentação militar começou em 31 de março, o governo perdeu sustentação ao longo de 1º de abril e, na madrugada de 2 de abril, o Congresso declarou vaga a Presidência mesmo com Goulart ainda em território brasileiro.

Esse processo não pode ser compreendido como um acontecimento isolado: ocorreu em um ambiente de forte polarização política, conflitos sobre as Reformas de Base, anticomunismo, mobilização de diferentes setores sociais e tensões internacionais relacionadas à Guerra Fria.

O regime implantado em seguida permaneceu sob presidentes militares até 1985 e progressivamente criou mecanismos de concentração de poder, cassação de direitos, censura e repressão.

Em qual ano ocorreu o golpe que iniciou a ditadura no Brasil?

Questão de História do Brasil

Em qual ano ocorreu o golpe militar que iniciou a ditadura no Brasil?

  1. 1954
  2. 1961
  3. 1964
  4. 1968

A alternativa correta é:

C) 1964.

Em março e abril daquele ano, uma articulação envolvendo setores das Forças Armadas e grupos civis derrubou o presidente constitucional João Goulart.

Em seguida, iniciou-se um regime comandado por presidentes militares, que se prolongaria até a transição de 1985.

1964

QUEDA DE JOÃO GOULART

GOVERNO DE CASTELLO BRANCO

REGIME DITATORIAL

1985

O golpe aconteceu em 31 de março ou em 1º de abril?

Essa é uma dúvida legítima porque o golpe não ocorreu em um único minuto ou por meio de um único ato.

O processo desenvolveu-se durante vários dias.

31 de março de 1964 Tropas comandadas pelo general Olympio Mourão Filho, em Minas Gerais, iniciam sua movimentação contra o governo João Goulart.
1º de abril de 1964 O governo perde rapidamente sustentação militar e a deposição de Goulart torna-se, na prática, irreversível.
Madrugada de 2 de abril O presidente do Congresso declara vaga a Presidência da República, embora João Goulart ainda estivesse em território brasileiro.
2 de abril Ranieri Mazzilli assume formalmente a Presidência, enquanto o poder efetivo passa para o comando militar.
9 de abril É editado o primeiro Ato Institucional.
11 de abril O Congresso elege indiretamente Humberto de Alencar Castello Branco.

Para provas: se a pergunta pedir o ano, não há dúvida: 1964. Se perguntar pela data, leia o enunciado com atenção, porque diferentes etapas do processo ocorreram entre 31 de março e os primeiros dias de abril.

Golpe militar ou golpe civil-militar?

As duas expressões aparecem em trabalhos históricos e em instituições brasileiras, embora enfatizem aspectos diferentes do processo.

Golpe militar

Destaca a atuação decisiva das Forças Armadas na derrubada do governo e o caráter militar dos governos que assumiram a Presidência posteriormente.

Golpe civil-militar

Destaca que o movimento também contou com apoio, articulação ou participação de setores civis, incluindo segmentos empresariais, políticos, organizações e grupos sociais.

Por isso, em estudos históricos contemporâneos é comum encontrar a expressão golpe civil-militar de 1964.

O emprego de “civil-militar” não significa que civis e militares tenham desempenhado funções idênticas. A expressão procura chamar atenção para a pluralidade dos atores que apoiaram ou participaram da ruptura, ao mesmo tempo que o regime estabelecido teve sucessivos presidentes provenientes das Forças Armadas.

E por que algumas fontes antigas chamam o episódio de “Revolução de 1964”?

Os próprios dirigentes do novo regime apresentavam o movimento como uma “revolução”.

Esse vocabulário aparece explicitamente nos Atos Institucionais produzidos depois da derrubada de João Goulart.

O AI-1, por exemplo, formulava uma justificativa segundo a qual o movimento teria adquirido um poder constituinte próprio.

Em um trabalho histórico, é importante diferenciar a linguagem utilizada pelos próprios agentes do regime da terminologia analítica utilizada pelo pesquisador.

Por esse motivo, quando a expressão “Revolução de 1964” aparece em um documento de época, devemos perguntar:

  • quem produziu o documento;
  • quando ele foi produzido;
  • qual era sua finalidade;
  • qual interpretação política o documento procurava legitimar.

Esse procedimento é fundamental para a análise de fontes: documentos históricos não são relatos neutros da realidade. Eles também revelam os interesses, conceitos e estratégias discursivas de quem os produziu.

O que estava acontecendo no Brasil antes de 1964?

A ruptura de 1964 precisa ser compreendida dentro de uma longa sequência de crises políticas.

Entre o fim da Segunda Guerra Mundial e 1964, o Brasil viveu uma experiência democrática marcada por eleições competitivas, mobilizações sociais e também sucessivas tensões entre diferentes projetos políticos.

1946 Nova Constituição estabelece a ordem democrática após o fim do Estado Novo.
1954 A grave crise política do segundo governo Vargas termina com a morte de Getúlio Vargas em 24 de agosto.
1955 Uma nova crise envolve a garantia da posse de Juscelino Kubitschek.
1961 Jânio Quadros renuncia à Presidência. Setores militares tentam impedir a posse do vice, João Goulart.
1961–1963 O parlamentarismo é adotado como solução para permitir a posse de Goulart com poderes presidenciais reduzidos.
1963 Um plebiscito restaura o presidencialismo.
1964 A radicalização política aumenta e o governo é derrubado.

O que aconteceu em 1961?

Essa data aparece como alternativa justamente porque corresponde a outra grave crise da história republicana.

Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou.

Pela Constituição, o vice-presidente João Goulart deveria assumir. Entretanto, ministros militares tentaram impedir sua posse.

A solução política encontrada foi a adoção do parlamentarismo, que reduziu os poderes da Presidência e possibilitou a posse de Goulart.

1961

RENÚNCIA DE JÂNIO

CRISE DA POSSE DE JANGO

PARLAMENTARISMO
Importante: 1961 foi uma crise política, mas não é o ano em que começou a ditadura.

Quem era João Goulart?

João Goulart, frequentemente chamado de Jango, havia sido eleito vice-presidente e assumiu a Presidência depois da renúncia de Jânio Quadros.

Seu governo ocorreu em um ambiente de intensa disputa sobre desenvolvimento econômico, inflação, participação política, movimentos sociais, propriedade da terra e relações entre capital e trabalho.

Uma das principais bandeiras de sua administração era o conjunto conhecido como Reformas de Base.

O que eram as Reformas de Base?

A expressão reunia diferentes propostas de transformação institucional, econômica e social.

Entre os temas debatidos estavam:

  • reforma agrária;
  • reforma educacional;
  • reforma fiscal e tributária;
  • reforma bancária;
  • reforma eleitoral;
  • mudanças administrativas e urbanas.

Para seus defensores, essas reformas eram necessárias para modernizar o país e reduzir desigualdades.

Para muitos opositores, entretanto, a crescente aproximação entre o governo, sindicatos e organizações de esquerda representava ameaça à ordem política e econômica existente.

Uma análise histórica rigorosa precisa evitar duas simplificações opostas: considerar que todos os apoiadores das reformas possuíam o mesmo projeto político ou considerar que toda a oposição ao governo formava um bloco homogêneo. Em ambos os campos existiam diferenças importantes.

O Comício da Central do Brasil

Em 13 de março de 1964, João Goulart participou de um grande comício no Rio de Janeiro.

O evento tornou-se um dos marcos da crise porque o presidente reafirmou seu compromisso com reformas estruturais.

A mobilização aumentou a percepção, entre setores conservadores, de que o governo estava avançando em uma direção que consideravam perigosa.

Poucos dias depois, em São Paulo, ocorreu a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, importante manifestação de oposição a Goulart.

13/03/1964
COMÍCIO DA CENTRAL

INTENSIFICAÇÃO DA POLARIZAÇÃO

19/03/1964
MARCHA DA FAMÍLIA

Qual era a relação com a Guerra Fria?

O golpe ocorreu em pleno contexto internacional da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam influência política e estratégica em diferentes regiões do mundo.

Na América Latina, a Revolução Cubana de 1959 aumentou a preocupação dos Estados Unidos e de setores conservadores latino-americanos com a expansão de movimentos revolucionários.

O anticomunismo tornou-se, assim, um elemento central da linguagem utilizada por muitos adversários de João Goulart.

Contextualizar não significa justificar. Compreender o medo do comunismo, a Guerra Fria e a polarização política ajuda a explicar por que determinados grupos agiram, mas não transforma automaticamente suas interpretações ou ações em fatos objetivos.

Os Estados Unidos participaram do processo?

Documentos posteriormente tornados públicos pelo próprio governo dos Estados Unidos mostram que Washington acompanhava de perto a crise brasileira e mantinha contato com atores políticos e militares no país.

Um dos episódios mais importantes é a Operação Brother Sam.

Documentação diplomática norte-americana registra a preparação, em 31 de março de 1964, de medidas destinadas a permitir apoio às forças contrárias a Goulart caso isso se tornasse necessário. Entre as providências consideradas estavam navios, combustíveis e preparação de equipamentos e munições.

A vitória dos golpistas ocorreu rapidamente, antes que esse apoio precisasse ser empregado nos moldes previstos pelo plano.

Esse episódio é particularmente importante porque hoje pode ser estudado por meio de documentos oficiais norte-americanos desclassificados, e não apenas por relatos posteriores.

Como o golpe se desenvolveu?

Uma maneira eficiente de compreender os acontecimentos é separar a crise em etapas.

13 de março Comício da Central do Brasil amplia a mobilização em torno das Reformas de Base.
19 de março Marcha da Família com Deus pela Liberdade reúne opositores do governo em São Paulo.
Final de março Crises nas Forças Armadas e forte tensão política aprofundam o desgaste do governo.
31 de março Tropas partem de Minas Gerais contra o governo federal.
1º de abril Outras forças militares aderem ao movimento e o governo perde capacidade de resistência.
Madrugada de 2 de abril O Congresso declara a Presidência vaga.
9 de abril O Comando Supremo edita o Ato Institucional nº 1.
11 de abril Castello Branco é eleito indiretamente pelo Congresso.
15 de abril Castello Branco assume a Presidência.

O que foi o Ato Institucional nº 1?

O AI-1 foi editado em 9 de abril de 1964.

Ele é fundamental para compreender que a mudança não se limitou à substituição de um presidente.

O novo poder passou a modificar as próprias regras de funcionamento do sistema político.

Entre outras medidas, o Ato permitia:

  • eleição presidencial indireta pelo Congresso;
  • suspensão de direitos políticos;
  • cassações;
  • alterações importantes nas relações entre Executivo e Legislativo;
  • intervenção política sobre a ordem constitucional existente.

Esse ponto é essencial: regimes autoritários não funcionam necessariamente pela simples ausência de leis. Eles podem criar novas normas e instituições destinadas a concentrar poder e restringir garantias.

A ditadura ficou igual durante todos os 21 anos?

Não.

O regime passou por diferentes fases e seu grau de repressão, institucionalização e abertura política variou ao longo do tempo.

Período Característica geral
1964–1967 Consolidação inicial do novo regime, cassações e reorganização institucional.
1967–1968 Continuidade da centralização e crescimento das tensões políticas e sociais.
A partir de 1968 Endurecimento associado ao AI-5 e ampliação dos mecanismos repressivos.
Década de 1970 Forte repressão no início da década e, posteriormente, processo gradual de abertura.
1979–1985 Anistia, reorganização partidária, mobilizações democráticas e transição.

Então o que aconteceu em 1968?

1968 não marca o início da ditadura.

O que aconteceu naquele ano foi um dos maiores endurecimentos do regime.

Em 13 de dezembro de 1968, o governo Costa e Silva editou o Ato Institucional nº 5 — AI-5.

O documento ampliou significativamente os poderes do Executivo.

Entre suas disposições estavam possibilidades de:

  • decretar o recesso do Congresso Nacional;
  • intervir nos estados e municípios;
  • cassar mandatos eletivos;
  • suspender direitos políticos por até dez anos;
  • afastar determinadas garantias funcionais;
  • suspender o habeas corpus em crimes políticos e outros casos definidos pelo ato;
  • impedir a revisão judicial de atos praticados com base no próprio AI-5.
1964 → INÍCIO DA DITADURA

1968 → AI-5 / ENDURECIMENTO DO REGIME
Essa é uma das associações mais importantes para provas.

Como funcionava a repressão política?

Ao longo do regime foram organizadas estruturas de informação, vigilância e repressão voltadas contra indivíduos e grupos considerados adversários políticos.

Entre os mecanismos documentados estão:

  • prisões arbitrárias;
  • cassações de mandatos e direitos políticos;
  • perseguição a opositores;
  • censura;
  • tortura;
  • execuções;
  • desaparecimentos forçados;
  • monitoramento de organizações políticas e sociais.

O Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, entregue em 2014, dedicou seu terceiro volume a 434 mortos e desaparecidos políticos reconhecidos pela comissão e documentou a existência de estruturas estatais associadas a graves violações de direitos humanos.

O número de 434 não deve ser interpretado como “total de todas as pessoas atingidas pela ditadura”. Ele se refere especificamente ao conjunto de mortos e desaparecidos políticos reconhecidos no Volume III da CNV. Prisões, torturas, cassações, exílios e outras formas de perseguição atingiram um universo muito mais amplo.

O Congresso continuou existindo durante a ditadura?

Sim, durante grande parte do período.

Esse fato pode parecer contraditório para quem imagina que uma ditadura necessariamente elimina todas as instituições representativas.

O Congresso permaneceu funcionando em vários momentos, mas sob fortes limitações e intervenções.

O Executivo utilizou Atos Institucionais, cassações, alterações eleitorais e fechamentos temporários do Legislativo.

O estudo de regimes autoritários exige observar não apenas se determinada instituição existia formalmente, mas quanto poder real possuía e quais limitações eram impostas ao seu funcionamento.

Havia eleições durante a ditadura?

Houve eleições para determinados cargos durante o período, mas o sistema político foi profundamente alterado.

As eleições presidenciais passaram a ser indiretas, e as regras eleitorais sofreram sucessivas intervenções.

Em 1965, o regime extinguiu os partidos políticos existentes e posteriormente organizou um sistema bipartidário:

ARENA

Aliança Renovadora Nacional, agremiação de sustentação política do regime.

MDB

Movimento Democrático Brasileiro, espaço institucional da oposição consentida.

Portanto, a mera realização de eleições não é suficiente para definir um sistema como plenamente democrático.

Quem foram os presidentes do período?

Presidente Período aproximado Associação importante
Castello Branco 1964–1967 Consolidação institucional inicial do regime.
Costa e Silva 1967–1969 AI-5, em 1968.
Junta Militar 1969 Período entre Costa e Silva e Médici.
Emílio Garrastazu Médici 1969–1974 Fase de grande repressão e também do chamado “milagre econômico”.
Ernesto Geisel 1974–1979 Início da política de abertura gradual.
João Figueiredo 1979–1985 Anistia, reorganização partidária e transição.

O que foi o chamado “milagre econômico”?

Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970, a economia brasileira apresentou elevadas taxas de crescimento.

O período ficou conhecido como “milagre econômico brasileiro”.

Entretanto, uma análise histórica e econômica não deve se limitar à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto.

Também devem ser examinados:

  • distribuição de renda;
  • política salarial;
  • endividamento;
  • inflação;
  • desigualdade;
  • investimentos estatais;
  • contexto econômico internacional.

Indicadores econômicos precisam ser analisados em conjunto. Crescimento agregado não informa, sozinho, como seus benefícios são distribuídos entre diferentes grupos sociais.

Como terminou a ditadura?

O encerramento não ocorreu de maneira repentina.

A partir da década de 1970, o regime iniciou um processo controlado de abertura política, ao mesmo tempo em que cresceram as pressões sociais pela democratização.

1974 Governo Geisel inicia a política de abertura apresentada como gradual.
1978 O AI-5 deixa de produzir efeitos a partir das mudanças institucionais implementadas no final da década.
1979 Lei da Anistia e retorno do multipartidarismo.
1983–1984 Movimento Diretas Já mobiliza grandes parcelas da sociedade pela eleição direta para presidente.
1985 Tancredo Neves é eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral.
15 de março de 1985 Com Tancredo hospitalizado, José Sarney toma posse, marcando a passagem para um governo civil.

Atenção: Tancredo Neves foi eleito presidente, mas não chegou a tomar posse. Hospitalizado na véspera da cerimônia, morreu em abril de 1985. José Sarney assumiu o governo.

Por que as outras alternativas estão erradas?

A) 1954.

É um ano central para a história política brasileira, mas por outro motivo.

Em agosto de 1954, em meio a uma grave crise política, Getúlio Vargas morreu.

O Brasil permaneceu sob a ordem constitucional e não começou naquele momento a ditadura associada ao golpe de 1964.

B) 1961.

Em 1961 ocorreu a renúncia de Jânio Quadros e uma tentativa de impedir a posse de João Goulart.

A crise foi contornada com a adoção temporária do parlamentarismo.

C) 1964.

Correta. João Goulart foi derrubado e teve início o regime autoritário comandado por presidentes militares.

D) 1968.

É a principal pegadinha.

Em 1968 foi decretado o AI-5, responsável por um importante endurecimento da ditadura, mas o regime já existia havia quatro anos.

1954, 1961, 1964 e 1968: não confunda

Ano Acontecimento principal Pista
1954 Crise e morte de Getúlio Vargas Vargas
1961 Renúncia de Jânio e crise da posse de João Goulart Jânio / parlamentarismo
1964 Golpe e início da ditadura Queda de Jango
1968 AI-5 e aprofundamento autoritário Endurecimento
1954 → VARGAS

1961 → JÂNIO / JANGO

1964 → GOLPE

1968 → AI-5

Como esse tema pode aparecer em vestibulares?

Questões mais elaboradas dificilmente ficam apenas na pergunta “em que ano ocorreu o golpe?”. Elas podem relacionar datas, documentos, política internacional, movimentos sociais e instituições.

1. Início da ditadura

Modelo de questão

O governo de João Goulart foi derrubado por um golpe em:

  1. 1954;
  2. 1961;
  3. 1964;
  4. 1968.

Resposta: C) 1964.

2. AI-5

Modelo de questão

O Ato Institucional nº 5 foi editado em:

  1. 1964;
  2. 1965;
  3. 1967;
  4. 1968.

Resposta: D) 1968.

3. João Goulart

Modelo de questão

O presidente derrubado pelo golpe de 1964 foi:

  1. Jânio Quadros;
  2. João Goulart;
  3. Getúlio Vargas;
  4. Juscelino Kubitschek.

Resposta: B) João Goulart.

4. Reformas de Base

Modelo de questão

As chamadas Reformas de Base estiveram especialmente associadas ao governo de:

  1. João Goulart;
  2. Castello Branco;
  3. Costa e Silva;
  4. João Figueiredo.

Resposta: A.

5. Crise de 1961

Modelo de questão

A adoção do parlamentarismo em 1961 esteve relacionada:

  1. à decretação do AI-5;
  2. à crise provocada pela renúncia de Jânio Quadros e pela posse de João Goulart;
  3. à eleição de Castello Branco;
  4. ao movimento Diretas Já.

Resposta: B.

6. Guerra Fria

Modelo de questão

O golpe de 1964 deve ser contextualizado internacionalmente:

  1. na Guerra do Paraguai;
  2. na Primeira Guerra Mundial;
  3. na Guerra Fria;
  4. na crise do petróleo de 1979.

Resposta: C.

Como encontrar padrões e não se confundir?

Em vez de decorar dezenas de acontecimentos isolados, organize-os em uma sequência lógica.

  1. 1954 → Getúlio Vargas.
    Pense na crise final do governo Vargas.
  2. 1961 → Jânio renuncia.
    A renúncia cria a crise em torno da posse de João Goulart.
  3. 1964 → João Goulart é derrubado.
    É o ano fundamental para identificar o início da ditadura.
  4. 1968 → AI-5.
    Não é o começo da ditadura; é um de seus principais momentos de endurecimento.
  5. 1979 → Anistia.
    Associe à fase de abertura política e reorganização partidária.
  6. 1984 → Diretas Já.
    Grandes mobilizações pela eleição direta para presidente.
  7. 1985 → governo civil.
    Tancredo é eleito indiretamente; Sarney assume após sua hospitalização.
  8. Não memorize apenas datas.
    Associe cada ano a uma pessoa, documento ou processo.

Uma linha de raciocínio para provas

1961
CRISE DA POSSE DE JANGO

1963
VOLTA DO PRESIDENCIALISMO

1964
GOLPE

1968
AI-5

1979
ANISTIA

1984
DIRETAS JÁ

1985
GOVERNO CIVIL

Exemplos para não cair em pegadinhas

Exemplo 1 — início da ditadura

“Em que ano começou a ditadura instaurada após a derrubada de João Goulart?”

Resposta: 1964.

Exemplo 2 — endurecimento do regime

“Em que ano foi editado o AI-5?”

Resposta: 1968.

Exemplo 3 — renúncia presidencial

“Em que ano Jânio Quadros renunciou?”

Resposta: 1961.

Exemplo 4 — Vargas

“Em que ano terminou dramaticamente o segundo governo Getúlio Vargas?”

Resposta: 1954.

Exemplo 5 — redemocratização

“Em que ano um civil voltou a assumir a Presidência depois dos governos militares?”

Resposta: 1985.

Exercícios para revisão

  1. Em que ano ocorreu o golpe que derrubou João Goulart?
  2. Quem era o presidente brasileiro em março de 1964?
  3. O que aconteceu em 31 de março de 1964?
  4. Por que 1º de abril também aparece relacionado ao golpe?
  5. Qual foi o primeiro presidente militar do novo regime?
  6. Em que ano foi editado o AI-5?
  7. O AI-5 iniciou a ditadura?
  8. Qual crise política ocorreu em 1961?
  9. O que eram as Reformas de Base?
  10. Qual era o contexto internacional de 1964?
  11. O que foi a Operação Brother Sam?
  12. O que significa a expressão “golpe civil-militar”?
  13. Qual movimento ocorreu em 1984 pela eleição direta para presidente?
  14. Quem foi eleito presidente em 1985?
  15. Quem efetivamente tomou posse em 15 de março de 1985?
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1. 1964.

2. João Goulart.

3. Iniciou-se a movimentação de tropas contra o governo, com forças partindo de Minas Gerais.

4. Porque a derrubada do governo se consolidou ao longo daquele dia, antes da declaração formal de vacância da Presidência.

5. Humberto de Alencar Castello Branco.

6. 1968.

7. Não. A ditadura começou em 1964; o AI-5 aprofundou o autoritarismo.

8. A renúncia de Jânio Quadros e a resistência à posse do vice João Goulart, solucionada temporariamente pela adoção do parlamentarismo.

9. Um conjunto de propostas de reformas econômicas, políticas e sociais defendidas durante o governo Goulart.

10. Guerra Fria.

11. Um plano norte-americano de contingência para possibilitar apoio às forças contrárias a Goulart caso determinadas condições se concretizassem.

12. Destaca a participação de setores civis e militares na ruptura política de 1964.

13. Diretas Já.

14. Tancredo Neves.

15. José Sarney.

Perguntas frequentes

Em que ano começou a ditadura militar no Brasil?

Em 1964, após a derrubada do governo João Goulart.

Foi em 31 de março ou 1º de abril?

A movimentação militar teve início em 31 de março e a derrubada do governo se consolidou ao longo de 1º de abril. A declaração de vacância da Presidência ocorreu na madrugada de 2 de abril. Por isso, as datas aparecem de maneiras diferentes conforme o acontecimento específico analisado.

Quem foi derrubado em 1964?

O presidente João Goulart.

Quem assumiu depois do golpe?

Ranieri Mazzilli assumiu formalmente de maneira provisória. Poucos dias depois, o Congresso elegeu indiretamente Castello Branco, que tomou posse em abril.

1968 foi o início da ditadura?

Não. Em 1968 ocorreu a edição do AI-5, um marco do endurecimento do regime que havia começado em 1964.

Por que se usa a expressão “golpe civil-militar”?

Porque parte da historiografia procura destacar que, além da ação militar decisiva, diferentes setores civis apoiaram ou participaram da articulação contra o governo João Goulart.

A ditadura terminou em que ano?

A transição para um governo civil ocorreu em 1985, com a posse de José Sarney em 15 de março.

Tancredo Neves foi presidente?

Tancredo foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral em 1985, mas foi hospitalizado antes da posse e nunca chegou a exercer a Presidência. José Sarney assumiu o cargo.

Referências

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  4. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Emenda Parlamentarista — 50 anos. Documentação sobre a renúncia de Jânio Quadros, a crise da posse de João Goulart e a implantação do parlamentarismo em 1961. Disponível em: camara.leg.br .
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  7. SENADO FEDERAL. O Senado Federal durante a Ditadura Cívico-Militar pós-1964. Material histórico sobre cassações, atos institucionais, bipartidarismo, eleições e relações entre Executivo e Legislativo. Disponível em: senado.leg.br .
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  9. UNITED STATES DEPARTMENT OF STATE — OFFICE OF THE HISTORIAN. Foreign Relations of the United States, 1964–1968, Volume XXXI. Documentação diplomática oficial norte-americana sobre a crise brasileira e a Operação Brother Sam. Disponível em: history.state.gov .
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  11. NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto. Obra de referência para o estudo histórico do golpe, da ditadura, da cultura política e da sociedade brasileira no período.
  12. FICO, Carlos. O golpe de 1964: momentos decisivos. Rio de Janeiro: FGV. Estudo sobre o processo político que levou à derrubada de João Goulart.
  13. REIS, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar. Estudo sobre a ditadura, seus apoios, resistências e o processo de democratização.

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