Algumas expressões parecem tão unidas quando falamos que, na hora de escrever, surge aquela dúvida: “Isso aqui era junto ou separado mesmo?”. Em diante é um ótimo exemplo. Na fala rápida, a fronteira entre em e diante pode praticamente desaparecer, e daí nasce a tentação de escrever tudo como se fosse uma única palavra. É o tipo de dúvida que aparece justamente quando estamos fazendo uma prova, escrevendo um e-mail importante ou revisando um texto e começamos a desconfiar até das palavras que usamos a vida inteira.
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Dêsse ou Desse: Qual a Forma Correta?
Imagine estar no meio de uma prova ou redação, escrevendo normalmente, até chegar a uma frase como “eu não sabia desse problema”. De repente surge aquela dúvida que faz a gente parar por alguns segundos: será que “desse” leva circunflexo? É curioso como uma palavra extremamente comum pode parecer estranha quando precisamos colocá-la no papel. Nessas horas, a vontade é escrever das duas maneiras e escolher aquela que “parece mais bonita”. O problema é que a memória visual nem sempre é uma boa conselheira. Entender a formação e a história da palavra é um caminho muito mais seguro.
Na ortografia atualmente utilizada no português, escreve-se desse, sem acento circunflexo. A palavra apresenta, porém, uma particularidade linguística interessante: a mesma grafia pode corresponder à contração de de + esse — como em “não gostei desse filme” — ou a uma forma do verbo dar — como em “se ele desse uma oportunidade”. Além disso, a dúvida entre dêsse e desse possui uma explicação histórica, pois a grafia com circunflexo realmente foi utilizada no Brasil antes da reforma ortográfica de 1971.
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