Há poucos dias, em 31 de agosto de 2026, a Organização das Nações Unidas voltou a colocar no centro do debate internacional um assunto que, à primeira vista, poderia parecer restrito aos livros de História. Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana, a ONU destacou a necessidade de reconhecer as consequências ainda perceptíveis do colonialismo e da escravidão. A discussão ocorre justamente quando a União Africana desenvolve uma agenda continental de justiça reparatória para o período de 2026 a 2035. Mais de um século depois da expansão colonial europeia, portanto, questões relacionadas à exploração econômica, às fronteiras, à memória histórica e às desigualdades produzidas pelo colonialismo continuam sendo discutidas por governos e organizações internacionais. Para compreender parte importante dessa história, precisamos voltar a Berlim, entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885.
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