Há palavras que parecem erradas só porque a nossa vista estranha a forma delas. Magoo é um bom exemplo. Muita gente olha para esse encontro de duas letras o e pensa imediatamente que há ali uma falha de digitação, uma grafia truncada ou, quem sabe, um acento perdido. É justamente nesse ponto que a dúvida se torna interessante do ponto de vista linguístico. Mais do que escolher entre magôo e magoo, o caso permite observar como a ortografia registra mudanças históricas, como a flexão verbal produz sequências pouco intuitivas e como a língua, às vezes, gosta de desafiar a nossa desconfiança visual.
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