Neste fim de semana de setembro de 2026, um personagem fundamental da história do Império brasileiro volta a ganhar destaque em São Paulo. No dia 7 de setembro, quando o país comemora os 204 anos da Independência, será reaberta ao público a Cripta Imperial, localizada no Parque da Independência, no Ipiranga. O espaço permaneceu fechado por quase quatro anos para obras de revitalização e guarda os restos mortais de D. Pedro I, da imperatriz Maria Leopoldina e de D. Amélia. A reabertura será acompanhada da exposição Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial, dedicada justamente à maneira como esses personagens e acontecimentos foram transformados em símbolos da memória nacional.
D. Pedro I costuma aparecer nos livros associado principalmente ao 7 de setembro de 1822. Mas existe outra data fundamental para compreender sua trajetória e, especialmente, aquilo que aconteceu depois dele: 7 de abril de 1831. Naquela madrugada, o primeiro imperador abdicou do trono brasileiro em favor de seu filho, Pedro de Alcântara. O problema era bastante prático: o novo imperador tinha apenas cinco anos. O Brasil continuava sendo uma monarquia, possuía um imperador, mas esse imperador era uma criança incapaz juridicamente de governar. Foi dessa circunstância que surgiu uma das fases mais movimentadas e politicamente experimentais do Brasil do século XIX.
Quem estiver em São Paulo e quiser conhecer a programação da reabertura pode consultar diretamente o comunicado oficial da Prefeitura de São Paulo sobre a Cripta Imperial .
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